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Geo Raid Series 2008 - Lousã PDF Imprimir e-mail

 

A Lousã, talvez um dos berços do BTT nacional, foi o local escolhido para o arranque do Geo-Raid Series.

Uma prova de BTT, num formato bem interessante. Muitos quilómetros, muito desnível, navegação por gps, equipas de 2 elementos em paisagens de cortar a respiração! Com o selo da equipa do Transportugal sabia-se que o evento iria ter um nível organizativo de topo!

Estive lá, fazendo equipa com o Pedro Amaral e já temos fotos, do Agnelo Quelhas, fantásticas como sempre, aqui na galeria.

A Equipa nº 40, "Javalis", foi definida algumas semanas antes do início da prova. Não estaríamos por isso suficientemente bem preparados para um evento deste tipo, até porque a minha orientação de treino mais recente visou os triatlos de final de época.

Assim, a prova foi enfrentada dedicando mais alguma importância ao ciclismo, mas com umas diminutas duas sessões semanais na bicicleta de estrada. Foi uma opção que se veio a revelar curta dada a especificidade do percurso. Ia bastante solto a subir em asfalto, mas quando entrava em zonas de piso mais degradado, onde a força resistente marcava a diferença, sentia maiores dificuldades.

Dia 1 - 96Km; 4063m de desnível acumulado

O primeiro dia foi para nós marcado pelo infortúnio. Seguíamos na 7ª posição quando apanhámos a equipa do David Vaz e do Fernado Feijão, que haviam partido cerca de 30' mais cedo devido ao sistema de handicaps previsto regulamento da prova. Poucos metros mais à frente (ainda acreditamos que tenha sido mau-olhado do David) o drop-out da bike do Pedro parte-se!!! E, pior, ele não tinha um suplente.

Nada havia a fazer. Solicitámos a evacuação à organização, mas íamos fazendo tentativas no sentido de montar a corrente no sistema singlespeed, apesar da experiência anterior me dizer que a coisa, em BTT, não resultaria. Contudo, lá conseguimos e informámos a Organização que tentaríamos chegar ao Posto de Controlo seguinte.

Mas de facto, escassas centenas de metros à frente, verificámos que a corrente saltava constantemente e apeámos. Sempre que uma equipa nos passava, lá pedíamos o drop-out, mas, invariavelmente, sem sucesso. Até que surgiu o Miguel Suarez (creio que foi ele) que lá no fundo do saco que tinha no fundo do Camelbak, desencantou o desejado drop-out da Specialized.

Reparada a avaria lá retomámos a prova. O peso dos quilómetros e da altimetria já se faziam sentir na minha menos boa preparação, mas alcançámos a meta, com o espiríto de auto-suficiência que a prova encerra, depois de estarmos 1h22' parados!

Se considerarmos que perdemos 2h00 para a primeira equipa e se considerarmos que andámos ainda algum tempo a pé, creio que o desempenho até não foi mau de todo.

O track estendia-se para a zona Sul da Lousã. Do rol de dificuldades aparentes, havia duas longas subidas. Uma logo ao início, a outra perto do meio da etapa. Cruzava as denomindas Aldeias de Xisto, localidades preservadas no tempo, como Ferraria de S. João, Casal de S. Simão e as suas fragas, Aldeia de Ana de Avis, entre outras belezas que o nosso país encerra e que, infelizmente, outros, antes de nós, descobrem!

 

Dia 2- 66Km; 2035m de desnível acumulado

O segundo dia explorava a zona mais a este da Lousã com os emblemáticos alto do Trevim e Stº António da Neve, este com a sua pista de aterragem, perto dos 1200m de altitude.

Aos 10 Kms de prova, que percorremos em 40', pensei que na semana anterior, na Corrida do Tejo, havia gasto menos tempo para correr a mesma distância. Aos 30 Kms de prova estava arrumado! Depois da ascensão da Lousã ao Trevim e o salto para o Santo António da Neve, quase sempre a trepar, as minhas pernas, mas sobretudo os meus braços, estavam bastante fatigados! E ainda faltavam 35Kms!!!

Foi nesta altura que apanhámos as equipa do David Vaz e do Fernado Feijão e do Zé Luis Carvalho e do João Garcia, o alpinista, que gostei bastante de conhecer pessoalmente.

A partir daqui seguimos juntos até final. Curtimos que nem uns loucos nos trilhos nas imediações do Ceira. Cenários deslumbrantes para andar de BTT, que só não aproveitei melhor porque ia "no elástico" a tentar manter-me no grupo.

Aigra Nova, Comareira, são apenas algumas das localidades que nos ficam na memória, daquilo que foi possível ver, entre o olhar atento, ora no caminho, ora no gps que no-lo indicava! Depois as veredas de Serpins e a entrada na Lousã.

À hora  a que escrevo este artigo ainda não conheço a classificação final, até porque zarpei mal tive oportunidade.

Ficámos alojados na Pousada da Juventude da Lousã. Outra boa surpresa. Quartos quádruplos, com um bloco de instalações sanitárias para cada 8 camas, em instalações novas. Um equipamento de muito boa qualidade, perfeitamente adequado a este tipo de eventos e por um preço deveras convidativo.

Para além disto foi bom poder rever velhos parceiros das lides bttísticas, alguns dos quais com quem já não estava havia demasiado tempo. Foi bom e fiquei cliente!

Outras  referências:

Pimpão no Mundo

Velocipedia

Roda Digital

 


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